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Regras Numero Um

O que são essas regras,
Além de conselhos
Dados por quem tem
Certa experiência?
Você esta livre para
Escolher não segui-las.
Mas certamente esta preso
Em suas consequências…
Regra número um:
Não há regras o suficiente.
Ao surgir novas situações,
Surgem as novas regras,
Consequentemente
Regra número dois:
E se essa aqui for importante,
Tanto quanto foi a primeira,
A numeração UM se repete,
Estendendo-se pela lista inteira
Ou então, até que para conselheiro,
As ideias entrem em concordância.
Dessa forma,
As regras número um darão espaço
A uma outra de maior importância

Sussurro Dos Ventos

Água para todo lado
Até onde os olhos podem alcançar
Só voltaremos para terra
Quando todo o mar secar

Água salgada em carne ferida
É árdua de suportar
Ainda assim o mar é calmo
E nos incentiva a sonhar

A vida passa calmamente
Levando consigo qualquer magoa
E não há nada que se possa desejar mais
Do que respirar debaixo d’água

Saqueamos alguns tesouros
Os quais nunca precisamos
O navio enche-se de sonhos
Ao tempo em que velejamos

(…)

Um papagaio enorme
Já gago de velho
Um Capitão Barba Ruiva
Um marujo cego

No rosto um tapa olho
E uma perna de madeira…
Tornar-se um pirata sonhador
É algo para vida inteira

No Sussurro Dos Ventos
Somos filhos do mar
Remamos para velejar
E velejamos para sonhar

No Milharal

− Não é porque algo é redondo que e voa que tenha de ser necessariamente um disco voador.
− E o que seria então?
− Não faço ideia.
− Humpf! Viu só?
− Deixe-me terminar de falar moleque. Você invade minha plantação para roubar milho e diz que quem levou foi um disco voador. Olhe bem para minha cara e diga-me se tenho cara de idiota.
− Devo ser sincero, senhor?
− Como se atreve moleque? Onde deixou o respeito? A educação?
− Senhor, eles estão aqui.
− Ótimo! Então me diga, onde esta o milho que me roubou?
Então o garoto começou a gritar:
− Eles estão aqui. ELES ESTÃO AQUI.
− ENTÃO DIGA ONDE, INFELIZ.
− Atrás do senhor.
O velho olhou para trás e o viu: gigantesco, cinza, com algumas luzes douradas que poderiam ser janelas e, obviamente, redondo… além de voar, é claro. O disco voador vinha tranquilamente em sua direção, talvez achando que se chegasse de mansinho, não chamaria atenção. Mas ao perceber que o senhor tomou conhecimento de sua presença, aumentou a velocidade. Uma porta abriu-se no centro do disco na parte de baixo, provavelmente para abduzi-los.
O velho e o garoto começaram a correr, já haviam tomado uma boa dianteira quando o velho foi nocauteado na nuca com um bagaço de milho.

Diz um cabeçudo verde:
“Eu não lhe disse que poderíamos acabar precisando disso depois de prontas as pipocas?”
“Bem, neste caso tenho de concordar. Mas o que fará com o humano?”
“Ah! Bem, não sei ao certo.”
“Então deixe-o ai”
“Ei, ei! Espere, tive uma ideia. E se arrancarmos um rim e deixa-lo numa banheira de gelo?”
“Morto?”
“Nah! Para ver a cara dele quando acordar e achar que o abduzimos e fizemos experiências”
“Isso parece divertido. Excelente ideia. É por isso que você foi escolhido como comandante.”
“Então vamos levar milho para fazer pamonha”
“Se sobrar, podemos fazer mingau?”
“Não vejo porque não meu caro. Não vejo porque não.”

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