Arquivo diário: 17 de outubro de 2013

Manuscritos de Notícias: Novidades sobre o filme do livro “A Menina que Roubava Livros”

Como vimos a uns dias atras, um dos filmes mais aguardados pelos leitores mundias em 2014 é “A Menina que Roubava Livros”, versão cinematográfica do best-seller escrito por Markus Zusak. Chegou a vez de conferir o cartaz do longa-metragem. E quem ganha destaque é Liesel Meminger, a própria menina que roubava livros, interpretada por Sophie Nélisse.

A trama é narrada pela Morte e se passa na Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Neste período, Liesel passa a viver em um bairro operário com seus pais adotivos, Hans (Rush) e Rosa Huberman (Watson), quando seus pais biológicos são obrigados a abandoná-la. Ela desenvolve um grande carinho por sua nova família. Fascinada por literatura, a garota passa a roubar livros sempre que pode. Ao longo dos anos que passa vivendo com os Huberman, Liesel faz amizade com Max (Ben Schnetzer), um boxeador judeu que foi acolhido pela família e vive escondido no porão, e com o menino Rudy (Nico Liersch), que é apaixonado por ela.

O filme conta com a direção de Brian Percival, que já ganhou um BAFTA e um Emmy por seu trabalho na série Downton Abbey. O roteiro da adaptação ficou a cargo de Michael Petroni, que assinou os roteiros de “As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada” e “O Ritual”.

A Menina que Roubava Livros (pôster final - USE ESSE)

Abaixo, algumas imagens da produção:

 Assista também o trailer:

A estreia de “A Menina Que Roubava Livros” no Brasil está marcada para o dia 31 de janeiro de 2014.

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Dicas Literárias: Conheça 22 regras da Pixar para criar uma história

Contar histórias é um desafio. Criar um bom argumento é fácil, difícil é fazer o desenvolvimento dele, e transformá-lo em algo interessante. Atualmente, quem melhor que a Pixar Animation Studios sabe fazer isso?

E esse post contém 22 regras para criar uma história como a Pixar cria. Elas foram tuitadas por Emma Coats, que faz parte da equipe de John Lasseter, e ajuda a criar algumas das histórias mais cativantes do cinema atual. Veja só:

  1. Um personagem deve se tornar admirável pela sua tentativa, mais do que pelo seu sucesso.
  2. É preciso manter em mente o que te cativa como se você fosse parte da público, e não pensar no que é divertido de fazer como escritor. As duas coisas podem ser bem diferentes.
  3. A definição de um tema é importante, mas você só vai descobrir sobre o que realmente é a sua história, quando chegar ao fim dela. Então reescreva.
  4. Era uma vez um/uma________. Todo dia,__________. Um dia, então__________. Por causa disso, __________. Por causa disso__________. Até que finalmente_______.
  5. Simplifique. Tenha foco. Combine personagens. Não desvie do principal. Você sentirá como se estivesse perdendo material valioso, mas ficará mais livre.
  6. No que os seus personagens são bons e o que os deixa confortáveis? Coloque-os no lado oposto a isso. Desafie-os. Como eles lidarão com essas situações?
  7. Crie o final antes de saber como será o meio. Sério. Finais são difíceis, então adiante o seu trabalho.
  8. Termine a sua história e deixe-a, mesmo que não seja perfeita. Siga em frente. Faça melhor da próxima vez.
  9. Quando você tiver um “branco”, faça uma lista do que não irá acontecer no andamento da história. Muitas vezes, é assim que surge a ideia de como continuar ela.
  10. Separe as histórias que você gosta. O que você vê de bom nelas é parte de você. É preciso identificar essas características, antes de usá-las.
  11. Colocar no papel permite que você comece a consertar as falhas. Se deixar na sua cabeça até aparecer a ideia perfeita, você nunca compartilhará com ninguém.
  12. Ignore a primeira coisa que vier a sua cabeça. E a segunda, terceira, quarta, quinta – Tire o óbvio do caminho. Surpreenda a si mesmo.
  13. Dê opiniões aos seus personagens. Passivo/maleável pode parecer bom enquanto você escreve, mas é um veneno para o público.
  14. Por que você precisa contar essa história? Qual é o combustível que queima dentro dela, e do qual ela se alimenta? Esse é o coração da história.
  15. Se você fosse o seu personagem, e estivesse na mesma situação, como você se sentiria? Honestidade dá credibilidade para situações inacreditáveis.
  16. O que está em jogo? Nos dê uma razão para nos importarmos com o personagem. O que irá acontecer se ele fracassar? Coloque as probabilidades contra o sucesso.
  17. Nenhum material é inútil. Se não está funcionando, largue de mão e siga em frente. Ele pode ser útil mais tarde.
  18. Você deve saber a diferença entre dar o seu melhor e ser espalhafatoso. Histórias são para testar, não para refinar.
  19. Coincidências que coloquem os personagens em problemas são ótimas; as que os colocam fora deles, são trapaça.
  20. Exercício: Divida em pedaços um filme que você não gosta, e o reconstrua de forma que ele se torne um bom filme, na sua opinião.
  21. Você deve se identificar com as situações e reações dos seus personagens, e não escrevê-las de qualquer forma. Você agiria da mesma maneira que eles?
  22. O que é essencial na sua história? Qual a forma mais curta de contá-la? Se você souber a resposta, pode começar a construí-la a partir daí.

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Você adicionaria alguma regra para contar uma história?

Fonte: The Pixar Touch

Manuscritos de Notícias: Obras de Fernando Pessoa estão disponíveis para download gratuito

O portal Dominio Público, através da biblioteca digital do Ministério da Educação, disponibilizou para download 21 obras do escritor português Fernando Pessoa.

São poemas, prosas e ensaios em pdf para download, escritos pelas múltiplas personalidades e heterônimos do poeta.  A simplicidade camponesa de Alberto Caeiro, o futurismo de Álvaro de Campos, o neoclassicismo de Ricardo Reis, o desassossego do semi-heterônimo Bernardo Soares e, claro, as reflexões do próprio Pessoa estão disponíveis no site.

Fernando Pessoa é considerado o maior poeta português do século XX, e provavelmente divide com Camões o título de maior de todos os tempos entre os lusitanos. Nascido em 1888, na cidade de Lisboa, Pessoa é quase uma multidão de um homem só. Pessoa também foi empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário. Por ter crescido na África do Sul também escrevia perfeitamente na língua inglesa.

Dentre as obras fingidor de dores que deveras sentia, o leitor pode usufruir de ‘Poemas de Álvaros de Campos”, “Cancioneiro”, “Poemas de Ricardo Reis” entre outros clássicos.

Com a proposta de criar uma biblioteca virtual com conteúdos que podem ser acessados gratuitamente e composto por materiais que já se encontram em domínio público ou que tenham a licença dada pelos titulares dos direitos autorais, o Portal Domínio Público foi lançado em 2004 pelo Ministério da Educação, com um acervo inicial de 500 obras. Hoje, segundo o próprio site, já são quase 200 mil arquivos, sendo que 182.453 deles são de textos, ou seja: Muitos e muios livros!

Vale a pena dar uma conferida, dá para encontrar muita coisa legal!

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Manuscritos de Notícias: 5 lançamentos de J. R. R. Tolkien em novembro

Novidades à vista! Em novembro, a editora WMF Martins Fontes lançará 5 obras relacionadas ao mestre J.R.R. Tolkien.

Árvore e Folha

Inclui os textos Sobre contos de fadas (On Fariy-Stories) e Folha, de Migalha (Leaf by Niggle). Esse livro foi publicado aqui no Brasil pela editora Conrad com o título “Sobre História de Fadas” traduzido pelo Ronald Kyrmse em 2006. Agora receberá ao que parece uma nova capa e uma nova tradução. O ensaio “Sobre contos de fadas” que foi escrito pelo professor Tolkien na mesma época em que desenvolvia a história do Senhor dos Anéis. Nesse livro ele coloca diversas análises e sua própria teoria a respeito dos contos de fadas (ele fala inclusive dos clássicos Alice no país das maravilhas e outros).  No final do livro há uma rápida história. Aproveitem um trecho do livro:

“Pois é o ser humano que é sobrenatural (e muitas vezes de estatura diminuta) em comparação com as fadas, ao passo que elas são naturais, muito mais naturais que ele. Essa é sua sina. A estrada para o reino das fadas não é a estrada para o Paraíso; nem mesmo para o Inferno, creio, embora alguns tenham afirmado que ela pode conduzir indiretamente até lá pelo dízimo do Diabo.”

A Queda de Artur

O livro a Queda de Artur foi lançado recentemente no estrangeiro. A obra apresenta um poema do professor Tolkien sobre uma história do famoso Rei Artur, relatando os eventos após o declínio de Camelot. Contém ainda análises do Christopher Tolkien a respeito. Algumas pessoas até dizem que o poema pode sugerir que, em uma versão não terminada pelo Tolkien, o rei Artur seria um elfo e que Avalon seria algo como Valinor. O livro é interessante para quem gosta da temática medieval e também, logicamente, para os fãs de J.R.R.Tolkien. Sintam o clima dessa história, contada em versos, com o trecho a seguir:

“Por um tempo Artur, incontido de ira,
calou em silêncio. A veloz fortuna
se volve perversa. Em vinte batalhas
combateu, conquistou, rebateu inimigos.
Sua mão fez humildes os comandos pagãos.
Do alto do ânimo foi íngreme a queda,
predizendo no coração o desastre de sua casa,
o mundo costumeiro desmonta-se e acaba,
voltou-se contrária do tempo a maré.”

 

O Hobbit – A desolação de Smaug (Guia ilustrado)

O segundo livro do guia ilustrado do filme O Hobbit também está previsto para o final do ano. Será no mesmo estilo da primeiro volume do filme uma jornada inesperada e a mesma autora Jude Fisher. Conterá diversas fotos do filme e informações sobre isso, além de ser capa dura.

O Hobbit (ilustrado por Jamime Catlin)

Uma novidade que chama a atenção é a edição ilustrada do Hobbit por Jamime Catlin. A última edição ilustrada do Hobbit publicada em inglês foi há mais de 15 anos atrás, com ilustrações de Alan Lee.

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Que tal, amigos? Haja dinheiro para um novembro desses… 😉

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