Aislin – A Criação

UNIVERSO

 No vazio do espaço brilhava uma luz branca que vagava pelo universo, sozinha procurando algum outro ser para interagir. Porém nunca encontrava, porque não havia mais nenhum ser, e nunca haveria, a não ser que desse a sua vida, a sua imortalidade para que outros seres viessem a existir e interagir com outros seres.

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 Não abra mão da sua imortalidade… Isso não faz sentido, dar sua vida para que outros vivam! E eles sequer irão saber disso!, dizia seu lado ruim.

Abra mão de sua imortalidade, pois vivermos solitários nesse universo não faz sentido. Que deixemos outros viverem felizes e juntos, e apreciemos isto vivendo em cada um deles., dizia seu lado bom.

E a luz optou pelo lado bom por instinto, pois não sabia distinguir o que era certo ou errado.

A luz pulsou devagar, e depois outra vez e outra e outra até que ela começou a pulsar numa velocidade imensurável, e a aumentar a intensidade também e depois um clarão.

Primeiro um grande planeta surgiu. Visto do espaço, era algo pequeno e frágil, porém quando a luz se aproximava, via o quão grande sua criação era. Ela penetrou no planeta e viu que era igual ao resto do universo. Não havia mais nada nem ninguém.

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 A luz se intensificou novamente e em seguida outro clarão. Em seguida uma substancia cristalina cobriu todo o planeta, uma substancia azul que a luz deu o nome de água.178183_Papel-de-Parede-O-Primeiro-Planeta_1152x864

Ela ainda sentia que faltava algo e após um terceiro clarão, surgiu o barro, e o mesmo, quando tocou pela primeira vez a água, deu origem a uma criatura estranha. Ela tinha cabelos brancos, duas pernas, dois braços e uma cabeça. Sua pele era branca como a própria luz, e seus olhos brilhavam com a mesma luz branca.

Parece que com o primeiro, e apenas o primeiro, contato do barro com a água fez nascer a primeira criatura do planeta. Planeta que a luz chamou de Aislin, que significa sonho, pois quando a luz foi se comunicar com a criatura ficou sem palavras. A única coisa que pôde dizer foi:

– Estou em um sonho.

E a criatura, sem nenhuma expressão, tentou falar algo.

– A…Ai…SL… – gaguejava a criatura – Aisl…lin…

– Aislin? O que é isso? – perguntou a luz, achando que a criatura tivesse entendido o que ela falara, e respondera com algo que a luz não tivesse entendido.

– Aislin. – disse novamente a criatura, mais nitidamente.

Foi quando a luz se deu conta de que não tinha como aquela criatura saber falar, pois acabara de nascer e a luz levara muito tempo para conseguir se comunicar com seu lado bom e ruim.

A criatura tocou o barro, que já havia se estendido por todo o planeta, dando vida a imensas ilhas e outras pequenas. Quando suas mãos tocaram o barro, algo começou a serpentear por baixo, e depois se multiplicou em dez, quinze, vinte, quarenta, e ia aumentando. O que se ergueu do barro ali, foi uma árvore. Na verdade, milhares de árvores se ergueram dando vida a frutos que a criatura colheu por puro instinto, pois estava faminta.

Em seguida, a criatura cuspiu fora o caroço, pois achou estranha aquela coisa ruim em sua boca, e logo cresceu uma árvore idêntica. E assim aconteceu com todas as outras nas quais a criatura comeu os frutos e cuspiu os caroços.

A luz ainda não estava satisfeita, e se intensificou, tentando criar outra criatura idêntica, só que de propósito e não por acidente como foi da primeira vez.

O resultado não foi como o esperado e a criatura que apareceu ali tinha o rosto deformado, a pele pálida e áspera, e ela era um pouco mais alta que a primeira criatura. Essa segunda criatura viria a ser chamada por Orc.

O humano, nome dado à primeira criatura, ficou intrigado com o orc, e começou a tocá-lo. Porém o orc não gostou, e demonstrou sua primeira característica. A agressividade.

O orc jogou o humano longe e fugiu, espantado com aquilo tudo.

Passados alguns anos, a luz ia ficando mais fraca e seu lado ruim que era a escuridão ia tomando conta.

Algo mudava também no comportamento das duas criaturas de Aislin. Essas mesmas estavam sendo impulsionadas por um instinto que a luz achou não menos que magnífico.

Elas estavam querendo se tocar, se sentir, se descobrir. E assim aconteceu.

Daqueles toques e daquele prazer imenso que as criaturas sentiram, nasceram várias criaturas. Os youkais, que são os goblins, elfos, duendes e gnomos. Desses youkais vieram as fadas e os anões. Ainda do orc e do humano vieram os ciclopes e mais orcs. Porém só quando o humano resolveu se envolver com as fadas foi que veio a criação que a luz branca achou mais interessante.

Uma criatura igual ao humano, porém com grandes asas brancas e felpudas. Brilhantes e macias.

E a luz chamou-a também de humano, pois não havia diferença, a não ser pelas asas.

Com o passar dos anos, montes se erguerão, montanhas se ergueram mais ainda, as criaturas foram se multiplicando e ocupando grande parte do planeta, cachoeiras se formaram e a luz foi dando os retoques finais à Aislin, antes de perecer.

E quando se foi deixou apenas uma parte de si. Uma parte que não havia usado para criar nenhuma das criaturas. Sua parte ruim.

Essa mesma parte, estava farta de fazer tudo que a luz branca queria, e criou a sua própria criatura.

A luz negra se intensificou rapidamente e em seguida uma escuridão tomou conta de Aislin. Quando tudo voltou ao normal uma criatura enorme e negra se formou. O primeiro dragão, que mais tarde foi chamado de Ykon.

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Lute contra os mais fortes, pois se lutar contra os mais fracos, além de covarde, você nunca evoluirá.

Publicado em 31 de agosto de 2013, em Histórias. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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